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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Jaguarão: Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Foto: Kenia.art.br
                Reveste-se de grande comemoração o anúncio realizado no último dia 03 de maio pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN, sobre o tombamento do conjunto histórico e paisagístico do centro urbano da cidade de Jaguarão. É o maior tombamento em número de exemplares protegidos do Estado do Rio Grande do Sul, e este momento é a consagração de um trabalho iniciado na década de 1980, com pessoas da cidade que participaram do Projeto Jaguar em conjunto com professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas, dentre tantos é necessário destacar a contribuição da Professora Ana Lucia de Oliveira com as conclusões editadas no Programa de Revitalização Integrada de Jaguarão – PRIJ. Convém lembrar também dos primeiros bens tombados na cidade pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual – IPHAE no começo da década de 1990, quando da proteção do Teatro Esperança, Mercado Público, Antigo Fórum, e Ruínas da Enfermaria Militar. Mais recentemente o Plano Diretor Participativo da cidade incorporou ao plano uma legislação bastante responsiva com seu patrimônio tanto no eixo da proteção como no estimulo para a preservação através de incentivos fiscais, fruto também dos acúmulos do PRIJ e da compreensão coletiva do sentido da proteção patrimonial para o futuro da cidade. Em Jaguarão contra o patrimônio só ouço falar da falta que fazem poucos exemplares perdidos no centro da cidade utilizados em maior parte para instalação de agências bancárias, assim a população é contra o desaparecimento de seus bens culturais. Mais recentemente o aporte do IPHAN e do Poder Público Municipal tem projetado o patrimônio cultural como fator de desenvolvimento econômico e social, isto começando pela restauração da primeira etapa do Teatro Esperança, e ainda a contratação de projetos de restauros para o Mercado Público e Ruínas da Enfermaria Militar onde será erguido o Centro de Interpretação do Pampa, foram investimentos em obras realizados pelo Governo Federal e em projetos os realizados pela Municipalidade, com aportes próprios e parcerias com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul e também da Universidade Federal do Pampa. Aliás, a cidade ocupa a primeira presidência da Associação das Cidades Históricas do RS. E tal como em Ouro Preto, que de capital do Estado abandonada em Minas Gerais, e após a sua patrimonialização mudou a sua condição com o passar das décadas de investimentos até tornar-se referência cultural, e este hoje é um caminho que se aponta muito claramente para Jaguarão, pois a amálgama entre o turismo de compras existente na cidade vizinha de Rio Branco no Uruguai, combinada com atrativos singulares no Brasil como o acervo do Museu Carlos Barbosa, aliados aos projetos contemporâneos projetos pelo Arquiteto Marcelo Ferraz, tanto no Centro de Interpretação como no Mercado e ainda com o aporte gerado pela Unipampa projetam a cidade para o desafio apontado na aula Magna do Curso de Turismo UFPel realizado no último dia 04 de maio no Teatro Guarani, proferida pelo Drº Mario Beni quando sentenciou: “A Costa Doce tem muitos atrativos e um deles é o patrimônio cultural, mas a questão do patrimônio é que ele tem de ser resiginificado”. É neste caminho que Jaguarão avança resignificando seus bens e suas práticas e apostando muito especialmente no poder indutor do patrimônio para o turismo e a cultura, sobretudo quando se aposta e investe todo o seu potencial em novos usos.
Profº Alan Dutra de Melo
Mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural
Curso Tecnologia em Turismo
Universidade Federal do Pampa - Unipampa -Jaguarão

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Conjunto Histórico é tombado pelo Iphan

Por: Juliana Sanches
 
Por unanimidade, os 15 representantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural de 2011 votaram a favor do tombamento do Conjunto Histórico e Paisagístico de Jaguarão durante reunião realizada nesta terça-feira (3), em Brasília. O processo inclui a ponte Barão de Mauá, ligação entre Brasil e Uruguai. Este é o primeiro tombamento de um monumento binacional. O Conselho Consultivo é ligado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A cidade na fronteira com o Uruguai conserva um acervo considerável de bens culturais, com edificações coloniais, ecléticas, art déco e modernistas que variam em tipologias, formas de implantação e acabamentos. O traçado viário, demasiadamente retilíneo se comparado ao das cidades coloniais brasileiras, decorre possivelmente da forte influência espanhola em seu desenvolvimento.

Outras quatro propostas de tombamento federal entraram na pauta: acervo do Museu do Trem (RJ), do Centro histórico de Belém (PA), do terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde (BA) e de 13 novos bens identificados pelo projeto Roteiros Nacionais de Imigração de Santa Catarina. Somente a do terreiro na Bahia foi suspensa porque será necessária uma avaliação arqueológica para que o processo retorne para apreciação.

Fonte: www. Diário Popular

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O Clube negro 24 de Agosto: Lugares de História e de Memória

Acadêmica Janice de Ávila Ricardo defendeu trabalho de conclusão de curso intitulado: "O Clube negro 24 de Agosto: Lugares de História e de Memória", tendo como orientadora a Professora Doutora Maria de Fátima Bento Ribeiro. A banca examinadora contou com a ilustre presença do Professor de História e atual Prefeito da cidade de Jaguarão José Cláudio Ferreira Martins, bem como do Professor de Planejamento Urbano Alan Dutra Melo. O trabalho focou a presença negra no município de Jaguarão, região de fronteira com Rio Branco no Uruguai. Abordou também questões referentes aos aspectos políticos, sociais e culturais estabelecendo relações entre as práticas escravistas e os desejos abolicionistas. A pesquisa teve como destaque o Clube 24 de Agosto local de sociabilidade e resistência, e do Cordão Carnavalesco "União da Classe". O Clube 24 de Agosto continua com suas atividades e desempenha um importante papel realizando festejos, reuniões e bailes. É palco de discussões sobre políticas de afirmação trazendo à tona as reflexões sobre a problemática do negro na sociedade pós-abolição. Quilombos sempre foram a maior demonstração de oposição as práticas escravistas e, alternativa de liberdade para os escravos. A partir da abolição estes espaços foram substituídos por outras formas de resistência, como o surgimento dos clubes negros. Enfim,
A abolição foi talvez a maior
revolução social que marcou a
história do Braisl. E aqui não
podemos esquecer de duas coisas.
De uma parte, que o escravo foi
inimigo da escravidão, resistindo
as formas às tentativas de reduzi-lo
ao estatuto de mera máquina
produtiva. E isto significa que,
que ao contrário do que disseram
e repetiram diversos estudiosos
dos problemas brasileiros, os negros
foram sujeitos ativos de sua própria
história.
Gilberto Gil

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Meio pra cá e um tanto lá

A síntese do heroísmo nacional e a arquitetura singular de Jaguarão unem-se
nessa cidade gaúcha localizada na fronteira entre Brasil e Uruguai.

Prepare-se para entrar no “país” de horizontes a perder de vista. Os 390 quilômetros que separam Porto Alegre de Jaguarão cortam uma paisagem de domínio das pradarias pampeanas. Nesses campos, destacam-se lagunas e colinas arredondadas, as coxilhas. Ali, à mercê das condições da natureza, com chuvas ciclônicas, granizo e muito vento – “vento que vem ventando”, como disse o poeta gaúcho Mario Quintana –, surgem arrozais e estâncias com cata-ventos enlouquecidos, cercadas de arbustos, compondo verdadeiros mosaicos. Bosques de eucaliptos abrigam o gado contra o frio e o vento. Beneficiada por esses cenários, a natureza foi a primeira herança de Jaguarão.
Querer encontrar hoje essa cidade com o mesmo visual do século 19, quando era uma das mais importantes do Sul do País, poderia ser ilusão. Mas não é. Seus habitantes conseguiram preservar a essência em cada detalhe, e ela continua uma das mais belas do Rio Grande do Sul. Exagero? Veremos que não.
A começar pela arquitetura, resumo de sua história. Jaguarão foi alvo de disputas sem trégua entre castelhanos e portugueses, brasileiros e uruguaios. Em algumas edificações, como as das ruas 15 de Novembro e 27 de Janeiro, a mescla de culturas atinge o nível máximo. E é por lá mesmo que se pode dar os primeiros passos para desvendar a cidade.
As fachadas da rua 15 preservam a arquitetura eclética, com suas altas portas entalhadas, platibandas e bandeiras que fizeram dela a rua das mais belas portas do Brasil. Um inventário elenca 800 construções nos mais variados estilos – colonial português, art déco, neoclássico, eclético, moderno. Não é à toa que, no início de 2011, a cidade deverá ser declarada patrimônio nacional pelo Iphan.
Outro charme de Jaguarão é o fato de ser uma cidade de fronteira: em um instante, muda-se de mundo. Basta atravessar uma ponte. E que travessia! A Ponte Internacional Mauá, cujos nove arcos se duplicam no reflexo do rio, foi construída em 1930. Deixe para vê-la no fim do dia, quando o pôr do sol será o coadjuvante de sua arquitetura. Mas o que é uma cidade de fronteira? Composta de duas meias cidades, seus habitantes “vão ao exterior sem sair do interior”, segundo o escritor Aldyr Garcia Schlee. Ou ainda, como define o prefeito e historiador Cláudio Martins: “Estamos meio pra cá e um tanto lá”.


Lugar heroico
Uma cidade não é feita só de tijolos, mas de personagens e acontecimentos do passado. A saga do povoamento do extremo sul brasileiro desdobrou-se por vários caminhos: pelo expansionismo dos portugueses e depois pelos bandeirantes. No alvorecer do século 19, a rixa estava feia nessa faixa territorial do rio Jaguarão. Nascia assim, em 1802, a guarnição militar do Cerrito, a fim de proteger nossas fronteiras. Dez anos mais tarde, ela se tornaria Vila de Espírito Santo do Cerrito de Jaguarão.
Em 1865, a coisa piorou. Os uruguaios voltaram à carga, invadindo a vila. Com uma força militar inferior, mas com a ajuda da população, os jaguarenses reagiram e colocaram os invasores para escanteio. No mesmo ano, dom Pedro 2° outorgaria a Jaguarão o título de “Cidade Heroica”. Mas o bafafá na área só terminaria mesmo em 1909, pelas mãos do Barão do Rio Branco – sempre ele –, que intermediou o conflito e demarcou definitivamente as fronteiras. Não por menos, a cidade do outro lado do rio, em sua homenagem, mudou de nome: de General Artigas, tornou-se Rio Branco.


Portas encantadas
Não se pode deixar Jaguarão sem conhecer seu envolvimento com a música. Você já ouviu falar de Eduardo Madruz? Não? Que pena! Mais conhecido como Edu da Gaita, era obstinado e doce com seu instrumento musical. De todas as suas interpretações, a mais célebre foi Moto Perpétuo, de Niccolò Paganini. Na década de 1940, Edu foi o primeiro do mundo a interpretar a magnífica obra desse violinista italiano em outro instrumento. São 150 compassos representados por 2.400 notas musicais, sem pausa, em quatro minutos. Apesar de tudo, Edu morreu esquecido.
Para conhecer essas e outras histórias, só mesmo flanando pelas ruas desse finzinho de Brasil. A senha é bater em uma das portas encantadas da rua 15, pedir licença e entrar em alguma outra história.

Preste Atenção

Apure os ouvidos para palavras da região: tirãozinho, guaiaca, guaipeva, chinoca, caturrita, butiá, guaiba, charrua… Em Jaguarão, elas se traduzem respectivamente por: pequena distância, cinto, cão, garota, papagaio, palmeira, pântano e indígenas que habitavam os pampas.

Não deixe de assisir

Antes de visitar Jaguarão, uma boa mostra para se compreender os habitantes de fronteira está no filme O Banheiro do Papa, dos diretores uruguaios César Charlotte e Enrique Fernández. Eleito o melhor filme do Festival de Gramado de 2007 e da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2007, a história baseia-se num conto do escritor jaguarense Aldyr Garcia Schlee.

O Jaguarão tem mais

Estâncias
As estâncias fazem parte da história dos pampas e revelam a razão do orgulho de ser gaúcho. Agende uma visita nas fazendas centenárias Bandeira e São João do Juncal, que contam com criações de cavalos crioulos, ovelhas e gado.

Museu Dr. Carlos Barbosa

Só a casa de estilo eclético, construída em 1886, já vale a visita. Mas ela abriga rica coleção de móveis, obras de arte e louças do início do século passado. Chamam a atenção as lâmpadas com filamento de carbono, de 1900, ainda em funcionamento.

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Museu do Pampa


As ruínas da antiga enfermaria militar, construída em 1883, serão parte de uma das obras culturais mais importantes do Sul do País. O conjunto será concluído em 2011 e deverá abrigar material interativo e explicativo, remetendo-se à época da ocupação dessa região, à sua gente e à importância do bioma pampa.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CARTA DA FRONTEIRA

OS PREFEITOS, INTENDENTES, ALCALDES E ATORES SOCIAIS DOS MUNICÍPIOS E DEPARTAMENTOS DA FRONTEIRA DO BRASIL E URUGUAI, REUNIDOS EM SANTANA DO LIVRAMENTO, NO DIA 12 DE JULHO DE 2010, DADA A NECESSIDADE DE PROMOVER A INTEGRAÇÃO CULTURAL ENTRE AMBOS PAÍSES, SOBRETUDO NA FAIXA DE FRONTEIRA, CONSIDERANDO:

1. A HISTÓRICA CONVIVÊNCIA ENTRE AMBOS OS POVOS DA FRONTEIRA BRASIL-URUGUAI;

2. QUE ESTA HISTÓRICA RELAÇÃO PRODUZIU UM PATRIMÔNIO CULTURAL COM IDENTIDADE PRÓPRIA;

3. QUE OS PONTOS DE FRONTEIRA CONSTITUEM UM CORREDOR CULTURAL NO TERRITÓRIO DO BIOMA PAMPA, COM SUAS SINGULARIDADES E DIVERSIDADE AMBIENTAL E CULTURAL;

4. QUE É IMPORTANTE E URGENTE FORTALECER AS AÇÕES CULTURAIS DAS COMUNIDADES DA FRONTEIRA, BEM COMO AMPLIAR E DEMOCRATIZAR O ACESSO AOS SERVIÇOS E BENS MATERIAIS E IMATERIAIS, ÀS POLÍTICAS E AÇÕES CULTURAIS, E FORTALECER A ECONOMIA DA CULTURA, AS CAPACIDADES E OS SABERES LOCAIS;

5. QUE O PARLAMENTO DO MERCOSUL APROVOU OS PONTOS DE CULTURA COMO IMPORTANTE REFERENCIA CONCEITUAL PARA MULTIPLICAÇÃO NO ÂMBITO DO MERCOSUL;

6. QUE O BRASIL ASSUMIU A PRESIDENCIA PRÓ-TEMPORE DO GRUPO DE MINISTROS DA CULTURA DO MERCOSUL;

7. QUE A INTEGRAÇÃO DO BLOCO REGIONAL TEM A INTEGRAÇÃO CULTURAL COMO CENTRAL PARA O FORTALECIMENTO DOS PROJETOS DE NAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DOS PAÍSES QUE O INTEGRAM;

RESOLVEM:

1. CONSTITUIR UMA COMISSÃO BINACIONAL INTEGRADA PELOS AGENTES PÚBLICOS E REPRESENTANTES DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS E CULTURAIS DA FRONTEIRA, COM O OBJETIVO DE IMPLEMENTAR E EFETIVAR O PROCESSO DE MOBILIZAÇÃO VISANDO O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO CULTURAL ENTRE BRASIL E URUGUAI;

2. DELEGAR A ESSA COMISSÃO A MISSÃO DE ARTICULAR AS AÇÕES E GERAR A CRIAÇÃO DE ESPAÇOS PÚBLICOS DE DISCUSSÃO PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS CULTURAIS PARA A ZONA DE FRONTEIRA;

3. PROPOR AOS GOVERNOS FEDERAL BRASILEIRO E NACIONAL URUGUAIO RECONHECER ESTA COMISSÃO COMO O ESPAÇO DE INTERLOCUÇÃO LEGÍTIMO DAS TOMADAS DE DECISÃO DAS POLÍTICAS CULTURAIS PARA A FRONTEIRA;

4.PROPOR AOS GOVERNOS FEDERAL BRASILEIRO E NACIONAL URUGUAIO, COMPROMETER OS MINISTÉRIOS E ÓRGÃOS CULTURAIS COMPETENTES, COM OS PROPÓSITOS LISTADOS NESTE DOCUMENTO, MEDIANTE A FIRMATURA DE UM ACORDO OU PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO CULTURAL;

5 – IMPLEMENTAÇÃO DE ESCOLAS BINACIONAIS DE ARTE QUE PRIORIZEM A INCLUSÃO SOCIAL ;

6 – FÓRUM PERMANENTE COMO INDICADOR DE DIRETRIZES DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA A SEREM ADOTADAS POR BRASIL E URUGUAI EM RELAÇÃO ÀS CIDADES DE FRONTEIRA;

7 – FLEXIBILIZAÇÃO DE TRÂMITES BUROCRÁTICOS COMO FACILITADORES DE INTERCÂMBIO CULTURAL, BEM COMO A INTEGRAÇÃO DE UM MODO GERAL, A EXEMPLO DE INICIATIVAS NA ÁREA DE SAÚDE;

8 – PRIORIDADE NA LIBERAÇÃO DE RECURSOS PARA PROJETOS CUJA FINALIDADE SEJA A VALORIZAÇÃO DA CULTURA REGIONAL FRONTEIRIÇA E DO BIOMA PAMPA VALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL ATRAVÉS DE POLÍTICAS DE RECONHECIMENTO E AÇÕES DE RESTAURO, CONSERVAÇÃO E REGISTRO;

9 - VIABILIZAÇÃO DE PROGRAMAS QUE GARANTAM SUPORTE E RECURSOS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS VOLTADOS AO COTIDIANO DOS POVOS FRONTEIRIÇOS, COM ÊNFASE NO DESENVOLVIMENTO E VALORIZAÇÃO TURÍSTICA, ESPECIALMENTE NOS SEGUINTES ASPECTOS: CRIAÇÃO DE COMISSÕES DE FRONTEIRA PARA GARANTIR A DESBUROCRATIZAÇÃO A FIM DE PERMITIR O FORTALECIMENTO E INTERCÂMBIO DA DIVERSIDADE CULTURAL;

10 - OPORTUNIZAR O DESENVOLVIMENTO CULTURAL PELO ESTABELECIMENTO DE ACORDOS BINACIONAIS PARA O FOMENTO À FORMAÇÃO ARTÍSTICO CULTURAL ATRAVÉS DO INTERCÂMBIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS JÁ ADOTADAS PELOS DOIS PAÍSES A EXEMPLO DE: PONTOS DE CULTURA, USINAS E FÁBRICAS CULTURAIS, ESCOLAS BINACIONAIS DE ARTE; FEIRAS DO LIVRO BINACIONAIS; ESCOLAS BINACIONAIS DE ENSINO ELEMENTAR E MÉDIO;

11 - CRIAÇÃO DE MECANISMOS QUE VISEM À DISTRIBUIÇÃO EQUITATIVA DOS BENEFÍCIOS E PROGRAMAS CULTURAIS COM ATENÇÃO ESPECIAL PARA AS CIDADES DE BAIXA DENSIDADE POPULACIONAL.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Unipampa e Prefeitura de Jaguarão juntas na Semana do Patrimônio 2010


Nesta quarta feira (18) as crianças do 4º e 5º ano do Colégio Municipal Fernando Ribas, participaram da Semana do Patrimônio 2010, que por iniciativa da Prefeitura de Jaguarão acontece pela primeira vez na cidade.
Alguns bolsistas da UNIPAMPA estiveram por lá para apoiar e registrar o trabalho dos pequenos. A proposta foi bem simples: Levar os alunos do Colégio em loco para registrarem em forma de desenho algum elemento que considerem um Patrimônio da cidade. Um dos idealizadores da iniciativa, Alan Melo (Prefeitura de Jaguarão) esteve com as crianças explicando a proposta e caminhando com elas pelas Ruínas da Enfermaria.
Nossos pequenos deram show e mostraram que são bons de lápis, abaixo algumas fotos e desenhos feitos na tarde de ontem. Nossos parabéns a Prefeitura de Jaguarão pela iniciativa e agradecimentos a direção do Colégio Fernando Ribas.